Quais são os custos para eu aplicar em títulos privados?

Para investir em título privado de renda fixa via Magnetis você terá o mesmo custo de investir por conta própria através do home broker da corretora. Não existe cobrança de taxas de custódia ou de administração.

Mas isto não quer dizer que a corretora não ganha dinheiro quando você investe em CDB, LCA, LCI ou LC. A remuneração da corretora é através da comissão (spread) que ela cobra para distribuir os títulos para os clientes. O spread é a diferença entre a taxa de juros que você recebe ao investir em determinado título e a taxa de juros que ela negociou com o banco emissor do título.

Vale destacar que a Magnetis não recebe nenhuma comissão da corretora ou emissores dos títulos pelos produtos recomendados. A Magnetis filtrará os títulos que estiverem pagando a melhor taxa líquida, ou seja, descontado todos os custos e impostos.

Exemplo:

A Magnetis recomenda que você invista R$ 10.000 em uma LCI (Letra de Crédito Imobiliário, título isento de IR) com vencimento em 1 ano, emitida pelo Banco XPTO. A LCI te paga 13% ao ano. No vencimento, você receberá R$ 11.300 (valor principal mais juros). Note que esse valor é líquido, sem nenhum custo adicional.

Quando a corretora negociou com o Banco XPTO, ela obteve uma taxa um pouco acima, digamos, 13,30% ao ano. Essa diferença de 0,30% entre a taxa fechada com o banco emissor e a taxa oferecida ao cliente é a remuneração da corretora (spread). Nesse caso, a comissão que ela recebeu foi de R$ 30,00 (R$ 10.000 x 0,30% x 1 ano).


"Então o custo para o investidor seria essa comissão (spread) de 0,30%?"

Não necessariamente. Primeiro, as taxas negociadas pela corretora variam de acordo com o banco emissor, prazo e o tipo de título. As taxas negociadas entre as partes (corretora e os emissores dos títulos) não são divulgadas na maioria dos casos.

Também é importante dizer que a corretoras muitas vezes conseguem taxas mais atraentes devido ao grande volume que negociam, de certa forma descontando a comissão dela da margem do banco emissor.

(Saiba mais sobre spread e taxas)

"Posso então ir diretamente no banco emissor e evitar o spread?"

Em tese, o investidor individual pode tentar ir diretamente ao banco emissor. O grande problema é que a maioria dos bons bancos emissores não atuam diretamente no varejo. Mesmo aqueles que atendem investidores individuais, dificilmente oferecem uma taxa líquida maior que aquela oferecida pela corretora. (Sem falar no trabalho de fazer cadastros em diversas instituições e controlar os investimentos agora pulverizados…).

A boa notícia é que a taxa líquida dos títulos é o único parâmetro de rentabilidade que precisamos analisar para comparar diferentes títulos semelhantes e selecionar os mais adequados para os nossos clientes. A comissão da corretora, no caso específico de títulos privados, não é relevante para a tomada de decisão.

Exemplo 2:

A mesma corretora oferece uma LCI com vencimento em 1 ano, que paga uma taxa líquida de 13,20%. O título é emitido pelo Banco ACME, que tem risco idêntico do Banco XPTO do exemplo acima. Nesse caso, podemos dizer que a LCI do Banco ACME é preferível, pois paga uma taxa líquida maior.

Note que essa decisão independe do spread da corretora. Se corretora negociou uma taxa bruta de 13,70% ao ano com banco ACME, ela está embolsando uma diferença de 0,50%. Apesar do spread nesse caso ser maior, ainda assim é mais interessante comprar a LCI do Banco ACME do que a do Banco XPTO que tem spread menor, porém taxa líquida menor também.

 

 

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